| O tempo voa! Verifico agora que as férias terminaram e o meu blog aparece abandonado. Urge recomeçar neste período de eleições autarquicas. Socio (quê?) interroga a estratégia política que se traduz em discursos de ataque. Parece que, e sobretudo aqui em Ponta Delgada, algumas candidaturas resolveram questionar o sentido das coisas questionando as pessoas. A fulanização marca tristemente a ausência de projectos. Uma Cãmara Municipal não é uma extensão do Governo....felizmente!!! |
Divagações socio(lógicas)!!!
segunda-feira, setembro 26, 2005
Re-início
quarta-feira, junho 01, 2005
O senhor monstro
O monstro-o défice-revela o pior que existe na política: faltar aos compromissos para respeitar um pretenso dever para com o orçamento.
O Governo Central entrou sem diálogo nem reflexão numa virtigem de medidas contra tudo e todos a propósito de uma construção económica (previsão de défice) que visa objectivos sociais e políticos declarados: reformar o Estado contra os funcionários e a favor de interesses manifestos na sociedade portuguesa que almejam a expansão dos negócios nas margens públicas da administração. Esperemos que os arquitectos de tais medidas, no profundo desconhecimento dos equilibrios e das dinâmicas sociológicas deste país, não venham dentro em breve reconhecer que o defice orçamental em Portugal pode transformar-se numa dramática questão social onde os défices reais e objectivos são de outra natureza.
Nesse dia, talvez do Japão, o Presidente pedirá paciência ao Governo para entender o povo.
O Governo Central entrou sem diálogo nem reflexão numa virtigem de medidas contra tudo e todos a propósito de uma construção económica (previsão de défice) que visa objectivos sociais e políticos declarados: reformar o Estado contra os funcionários e a favor de interesses manifestos na sociedade portuguesa que almejam a expansão dos negócios nas margens públicas da administração. Esperemos que os arquitectos de tais medidas, no profundo desconhecimento dos equilibrios e das dinâmicas sociológicas deste país, não venham dentro em breve reconhecer que o defice orçamental em Portugal pode transformar-se numa dramática questão social onde os défices reais e objectivos são de outra natureza.
Nesse dia, talvez do Japão, o Presidente pedirá paciência ao Governo para entender o povo.
terça-feira, março 08, 2005
A proporção açórica
O tempo da revisão do sistema eleitoral está a aproximar-se do fim. As propostas do PS e de alguns pequenos partidos apontam para a "manutenção" dos círculos de ilha (mais um de compensação para recuperar votos "perdidos").
O bom senso mostra que não se pode resolver o problema da proporcionalidade e da pluralidade sem eliminar os círculos de ilha. Tal não parece nem aceitável nem desejável por grande parte dos agentes políticos.O que remete o debate, no contexto da última revisão constitucional, para uma operação de "correcção" do modelo actual.
Com efeito, mantendo a apresentação de listas por ilha, a existência de uma só câmara de deputados, e o modelo de apuramento pelo método de Hondt, a única "saída" está em "criar" mais um "círculo eleitoral sem ilha"ou mudar o sistema de apuramento para garantir a representação das forças políticas em detrimento do espaço ilha .
Na minha modesta opinião esta alteração não vai resolver a questão, para mim fundamental, da relação eleito/eleitor sobretudo nas ilhas grandes, onde o défice de visibilidade e de responsabilização dos eleitos em relação ao eleitores parecem ser maiores. Mais: arriscamo-nos a maior opacidade com agravante de haver, segundo estas propostas, mais deputados!
Talvez a solução fosse inovar e ir mais ao encontro do modelo do Professor Jorge Miranda e/ou do modelo do Professor Carlos Amaral, porém duvido que a nossa cultura política, hoje, aceite um modelo muito diferente do actual.
sexta-feira, fevereiro 18, 2005
Campanhas,...e a comunicação?
As campanhas eleitorais começam a entrar numa perigosa rotina. As frases repetem-se mas os projectos políticos não se confundem, e porém,.....a comunicação está perigosamente dejá vu .
Não vi, na estratégia regional do PS, dinâmica ou força. Antes pelo contrário, escondem candidatos a deputados.
O PSD mostra a sua tradicional figura, o Dr Mota Amaral; uma referência nacional, num momento em que o país enfrenta uma real crise de liderança. Um político portador de esperança e de futuro.
Os restantes partidos aproveitam a oportunidade que o PR lhes deu para discursarem,....hélas!.E, a comunicação entre eleitos e eleitores? Sente-se que falta algo e que há qualquer coisa de errado! Urge questionar:
Será que os cidadãos deste país compreendem a linguagem do Compromisso Portugal ?
Será que os Açorianos compreendem os projectos do Eng.Sócrates?
Será?! Será?! Será?! que o PR teve consciência que o espaço político encolheu?
Socio (Quê)? interroga, e quem pergunta...?
Sei, que não ofendo,e continuo fiel às minhas convicções: a autonomia açoriana, a social-democracia e a necessidade do seu aprofundamento: a construção, nesta Região, de um verdadeiro Estado Regional .
Por isso, apenas digo: sigam as vossas convicções e não apenas modas ou conjunturas: votem!
Não vi, na estratégia regional do PS, dinâmica ou força. Antes pelo contrário, escondem candidatos a deputados.
O PSD mostra a sua tradicional figura, o Dr Mota Amaral; uma referência nacional, num momento em que o país enfrenta uma real crise de liderança. Um político portador de esperança e de futuro.
Os restantes partidos aproveitam a oportunidade que o PR lhes deu para discursarem,....hélas!.E, a comunicação entre eleitos e eleitores? Sente-se que falta algo e que há qualquer coisa de errado! Urge questionar:
Será que os cidadãos deste país compreendem a linguagem do Compromisso Portugal ?
Será que os Açorianos compreendem os projectos do Eng.Sócrates?
Será?! Será?! Será?! que o PR teve consciência que o espaço político encolheu?
Socio (Quê)? interroga, e quem pergunta...?
Sei, que não ofendo,e continuo fiel às minhas convicções: a autonomia açoriana, a social-democracia e a necessidade do seu aprofundamento: a construção, nesta Região, de um verdadeiro Estado Regional .
Por isso, apenas digo: sigam as vossas convicções e não apenas modas ou conjunturas: votem!
quinta-feira, fevereiro 03, 2005
Reflexividade
A sociologia articula especialmente as teorias da decisão e da acção individual e colectiva. Neste domínio assume particular destaque a racionalidade e a reflexividade dos actores assente numa matriz imanência/contingência e estruturação/acção com propriedades sistémicas.
Assim, na análise do sistema político regional não podemos ignorar a questão da reflexividade que só pode ser acrescida se tanto a Assembleia Legislativa Regional como a Assembleia da República instituirem mecanismos de controlo e de avaliação das medidas que assumem.
Avaliem Hospitais, Escolas, Universidades, ...e todo e qualquer tipo de organizações. Mas avaliem reflexivamente a actividade política com indicadores concretos. Deixemos de uma vez por toda o princípio do voto como benção e perdão popular por este tem a ver com a democracia e com a decisão colectiva e não com a necessidade de desculpar a gestão política.
Assim, na análise do sistema político regional não podemos ignorar a questão da reflexividade que só pode ser acrescida se tanto a Assembleia Legislativa Regional como a Assembleia da República instituirem mecanismos de controlo e de avaliação das medidas que assumem.
Avaliem Hospitais, Escolas, Universidades, ...e todo e qualquer tipo de organizações. Mas avaliem reflexivamente a actividade política com indicadores concretos. Deixemos de uma vez por toda o princípio do voto como benção e perdão popular por este tem a ver com a democracia e com a decisão colectiva e não com a necessidade de desculpar a gestão política.
Hoje...foi triste
A Universidade dos Açores e o Departamento de História, Filosofia e Ciências Sociais estão de luto. Morreu o Artur!, Sim! o Artur Madeira. Aquela pessoa discreta, simples, amiga, ...sempre presente.Ia apresentar,em breve, o seu Doutoramento...Faltam-nos as palavras.
Deixo aqui esta eterna saudade!
terça-feira, janeiro 25, 2005
A arqueologia do Estado
O Presidente da República quer, deseja, solicita ou anuncia o fim da dinâmica autonómica.A escolha do verbo depende da intenção de quem ler este texto. Por este andar os ideais autonómicos deverão ser encontrados através de uma "arqueologia do Estado Português" e não através de uma Sociologia Política. SEXA,o Presidente, afirma o seguinte "... perante o novo quadro são sempre possíveis duas atitudes: ou tomar a última revisão constitucional como mero apoio instrumental de um interminável processo de formulação de sucessivas novas reivindicações e propostas de alteração constitucional ou, ao invés, considerá-la como esforço derradeiro que sela de forma globalmente positiva um longo processo de evolução e maturação institucionais."(Sampaio in Congresso da Cidadania(?)).Resta-me escolher o interminável processo...de cidadania. Pois alevá! como diria Victor Cruz (avô).
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