O tempo irá dar razão a quem hoje clama por maior informação e maior clareza nas relações sócio políticas e que na Região se faça mais do que construir uma "sociedade de côrte" e de "corte".
Se o Estatuto da Região Autónoma é um "desconhecido" para a população em geral como é que se pode mostrar a falácia de montantes financeiros (a mais) quando a questão fundamental é a de saber em que modelo constitucional estes montantes se enquadram e se não se está a corromper a natureza da Autonomia política constitucional.
Será que o arbítrio volta a ser a "razão"??? de Estado!!!
Ou então quem (hoje no poder) viu na Autonomia de ontem um inimigo de "classe" a sente hoje perfeitamente dispensável na construção de um poder regional que começa a ter os contornos do caciquismo de outrora?
Divagações socio(lógicas)!!!
quinta-feira, novembro 09, 2006
domingo, outubro 29, 2006
Agnosticismo social
Assiste-se, com maior frequência, à construção discursiva da realidade assente em postulados politicamente "correctos".
A correcção, não se encontra na verdade ou na convicção pessoal ou de grupo mas apenas da necessidade de evitar o incómodo de questionar própria natureza da acção colectiva e dos seus efeitos contra-intuitivos (cf Raymond Boudon).
Claramente o excesso de encenação colectiva manifesta-se em questões ético ou morais como é a do aborto mas também em diversas ausências estratégicas e apelos a "bodes espiatórios" para justificar o injustificável.
A esquerda no poder retoma as linhas rectas da arquitectura despojada deste início de século XXI como princípios para cobrir a ausência de espaços colectivos relembrando a natureza da própria da ignorância.
Os leigos das cidadanias discursivas sentem o peso desta Igreja racional mas também não conseguem exprimir por palavras o sentir de uma sociedade que de novo procura os "culpados" para o que teria de ter já realizado colectivamente: o desenvolvimento cultural, o que é muito diferente de proporcionar a "públicos" espectáculos ainda que de "qualidade" celebrada.
De facto, ,reunidos no efémero do ocasional, os "públicos" fragmentam a consciência colectiva na anestesia do conforto mútuo da celebração: aliás, festividade, reforçada na acção em função de...(reificação da intencionalidade).
Aceitando os princípios da construção social da "realidade", quanto tempo resistirá a inteligência à "ausência" de debate Será que está a aceitar a nova ideologia dominante um relativismo intencionalmente ignorante: o agnosticismo social ?
segunda-feira, setembro 18, 2006
Em busca de uma coerência
A democracia vive de opções claras, de decisões oportunas mas sobretudo de uma capacidade de resistir à adversidade para que todos possam afirmar, sem dúvidas, a natureza dos seus projectos colectivos.
Os valores em democracia podem por vezes ser controversos. Todavia, a luta por uma sociedade mais livre, mais autónoma e mais responsável gera a sempre fecunda capacidade de ultrapassar o medíocre sentimento de apodrecimento consensual ou de a inconsequência dos falhanços: a perigosa deriva que por vezes adopta o poder sem limites.
Sente-se por isso nos Açores a necessidade de uma verdadeira real e objectiva alternativa de poder.É necessário que as maiorias absolutas eleitorais não se transformem em absolutas minorias mandantes.
Os valores em democracia podem por vezes ser controversos. Todavia, a luta por uma sociedade mais livre, mais autónoma e mais responsável gera a sempre fecunda capacidade de ultrapassar o medíocre sentimento de apodrecimento consensual ou de a inconsequência dos falhanços: a perigosa deriva que por vezes adopta o poder sem limites.
Sente-se por isso nos Açores a necessidade de uma verdadeira real e objectiva alternativa de poder.É necessário que as maiorias absolutas eleitorais não se transformem em absolutas minorias mandantes.
terça-feira, maio 16, 2006
A acção lógica e a liberdade
A reflexão sobre o peso dos média na vida política. A publicação de livros como o de Carrilho motivado pela sua campanha à Câmara de Lisboa.A "tirania" dos processos de intenção sempre equacionados e re-equacionados pelos diferentes agentes da acção e do comentário, evidencia pela sua recorrência, uma estrutura comportamental típica do modelo cultural e de conhecimento e do "jogo" político à portuguesa. Mário Mesquita,hoje, no Correio dos Açores escreve um texto notável. Do "erro" à "causa"; da acção lógica à sua reflexidade existe um imenso "espaço" de incerteza que cresce nos modelos comunicacionais da política;Este espaço também se chama liberdade.
segunda-feira, maio 08, 2006
(in) Competências
Está na moda falar de "competências" sobretudo quando se trata da famosa Declaração de Bolonha e da revisão curricular do ensino superior . Triste (in) que a competência substitui, complementa e articula skills, em sistemas de objectivos integrados gerais e específicos...(consegui escrever !!!). O "eduquês", de que fala o nosso antigo colega da Universidade dos Açores Nuno Crato, pode não ser bem recebido pela "classe" que promove o ensinar, mas...(fatal adversativa) parece que "discurso à parte" os velhos "saber-fazer" estão de volta: excelente!, poderemos voltar a "saber-pensar"...
terça-feira, março 07, 2006
Um tempo estranho
A estranheza provem muitas vezes da ignorância, da surpresa, ou da sensação de um tempo fora de tempo.
Assim é estranho que as dinâmicas sociais observáveis mostrem, aqui nos Açores, uma sociedade fechada e uma elite com um discurso dominante marcado mais pelo senso comum do que pelos desafios.
Por exemplo, na abordagem do desemprego hoje não é suficiente estudar o seu volume e a sua tendência . É muito mais relevante demonstrar onde, como e quando se prevê gerar novos empregos mais qualificados.
Ora, a qualificação nasce de, entre outros factores, do encontro das necessidades de gerar novas "competências" para realizar objectivos e a vontade dos vários actores sociais em concretizá-los através das "funcionalidades" organizacionais e de meios económicos e financeiros.
Ignorando o óbvio o Estado e a Administração Regional parecem apenas querer manter num nível artificial os níveis de emprego sem se preocuparem com os custos para toda a sociedade da ausência de capacidade em gerar novos empregos.
O mais dramático é que hoje estes temas que deveriam ser abordados, aqui nos Açores, em sede de concertação social (estratégica) são pura e simplesmente ignorados....estranho!
Assim é estranho que as dinâmicas sociais observáveis mostrem, aqui nos Açores, uma sociedade fechada e uma elite com um discurso dominante marcado mais pelo senso comum do que pelos desafios.
Por exemplo, na abordagem do desemprego hoje não é suficiente estudar o seu volume e a sua tendência . É muito mais relevante demonstrar onde, como e quando se prevê gerar novos empregos mais qualificados.
Ora, a qualificação nasce de, entre outros factores, do encontro das necessidades de gerar novas "competências" para realizar objectivos e a vontade dos vários actores sociais em concretizá-los através das "funcionalidades" organizacionais e de meios económicos e financeiros.
Ignorando o óbvio o Estado e a Administração Regional parecem apenas querer manter num nível artificial os níveis de emprego sem se preocuparem com os custos para toda a sociedade da ausência de capacidade em gerar novos empregos.
O mais dramático é que hoje estes temas que deveriam ser abordados, aqui nos Açores, em sede de concertação social (estratégica) são pura e simplesmente ignorados....estranho!
terça-feira, novembro 22, 2005
Uma questão lógica
Os Congressos partidários podem ser dramáticos, celebrativos ou inócuos. Na trajectória de uma organização um Congresso nunca pode ser um ritual de auto congratulação ou auto-comiseração. Por isso, passado o Congresso do PS dos Açores cujas notícias pareciam provir de agência noticiosa para uso geral, vem aí o Congresso do PSD.
O povo açoriano precisa menos de comentários sobre a gestão dos jogos políticos e mais sobre alternativas de ideais e projectos. Na ausência de debate político urge abrir o debate ...chega! Basta de sentirmos cada dia que passa o estiolar do são debate democrático. Simulacros e máscaras apenas disfarçam medos mas não resolvem a questão.
Os actores deste jogo, na sociedade civil e nos partidos, devem reflectir a autonomia política começa em saber assumir sem ambiguidade um projecto, um destino e uma vontade.
Está na hora da verdade, do espírito de serviço e da firmeza nas convicções...O debate ultrapassa a simples opção da liderança. Este encontra-se no assumir da história e no projectar o futuro. Para tal é necessário organizar o presente e assumir opções de alternativa cxonscientes que estamos na oposição ao actual projecto político dominante na governação regional. Temos que preparar o futuro. Deixemos de discutir pessoas...passados etc....
A minha opção para o próximo Congresso do PSD está tomada. Apoio quem manifestou vontade de liderar !
O povo açoriano precisa menos de comentários sobre a gestão dos jogos políticos e mais sobre alternativas de ideais e projectos. Na ausência de debate político urge abrir o debate ...chega! Basta de sentirmos cada dia que passa o estiolar do são debate democrático. Simulacros e máscaras apenas disfarçam medos mas não resolvem a questão.
Os actores deste jogo, na sociedade civil e nos partidos, devem reflectir a autonomia política começa em saber assumir sem ambiguidade um projecto, um destino e uma vontade.
Está na hora da verdade, do espírito de serviço e da firmeza nas convicções...O debate ultrapassa a simples opção da liderança. Este encontra-se no assumir da história e no projectar o futuro. Para tal é necessário organizar o presente e assumir opções de alternativa cxonscientes que estamos na oposição ao actual projecto político dominante na governação regional. Temos que preparar o futuro. Deixemos de discutir pessoas...passados etc....
A minha opção para o próximo Congresso do PSD está tomada. Apoio quem manifestou vontade de liderar !
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