A democracia vive de opções claras, de decisões oportunas mas sobretudo de uma capacidade de resistir à adversidade para que todos possam afirmar, sem dúvidas, a natureza dos seus projectos colectivos.
Os valores em democracia podem por vezes ser controversos. Todavia, a luta por uma sociedade mais livre, mais autónoma e mais responsável gera a sempre fecunda capacidade de ultrapassar o medíocre sentimento de apodrecimento consensual ou de a inconsequência dos falhanços: a perigosa deriva que por vezes adopta o poder sem limites.
Sente-se por isso nos Açores a necessidade de uma verdadeira real e objectiva alternativa de poder.É necessário que as maiorias absolutas eleitorais não se transformem em absolutas minorias mandantes.
Divagações socio(lógicas)!!!
segunda-feira, setembro 18, 2006
terça-feira, maio 16, 2006
A acção lógica e a liberdade
A reflexão sobre o peso dos média na vida política. A publicação de livros como o de Carrilho motivado pela sua campanha à Câmara de Lisboa.A "tirania" dos processos de intenção sempre equacionados e re-equacionados pelos diferentes agentes da acção e do comentário, evidencia pela sua recorrência, uma estrutura comportamental típica do modelo cultural e de conhecimento e do "jogo" político à portuguesa. Mário Mesquita,hoje, no Correio dos Açores escreve um texto notável. Do "erro" à "causa"; da acção lógica à sua reflexidade existe um imenso "espaço" de incerteza que cresce nos modelos comunicacionais da política;Este espaço também se chama liberdade.
segunda-feira, maio 08, 2006
(in) Competências
Está na moda falar de "competências" sobretudo quando se trata da famosa Declaração de Bolonha e da revisão curricular do ensino superior . Triste (in) que a competência substitui, complementa e articula skills, em sistemas de objectivos integrados gerais e específicos...(consegui escrever !!!). O "eduquês", de que fala o nosso antigo colega da Universidade dos Açores Nuno Crato, pode não ser bem recebido pela "classe" que promove o ensinar, mas...(fatal adversativa) parece que "discurso à parte" os velhos "saber-fazer" estão de volta: excelente!, poderemos voltar a "saber-pensar"...
terça-feira, março 07, 2006
Um tempo estranho
A estranheza provem muitas vezes da ignorância, da surpresa, ou da sensação de um tempo fora de tempo.
Assim é estranho que as dinâmicas sociais observáveis mostrem, aqui nos Açores, uma sociedade fechada e uma elite com um discurso dominante marcado mais pelo senso comum do que pelos desafios.
Por exemplo, na abordagem do desemprego hoje não é suficiente estudar o seu volume e a sua tendência . É muito mais relevante demonstrar onde, como e quando se prevê gerar novos empregos mais qualificados.
Ora, a qualificação nasce de, entre outros factores, do encontro das necessidades de gerar novas "competências" para realizar objectivos e a vontade dos vários actores sociais em concretizá-los através das "funcionalidades" organizacionais e de meios económicos e financeiros.
Ignorando o óbvio o Estado e a Administração Regional parecem apenas querer manter num nível artificial os níveis de emprego sem se preocuparem com os custos para toda a sociedade da ausência de capacidade em gerar novos empregos.
O mais dramático é que hoje estes temas que deveriam ser abordados, aqui nos Açores, em sede de concertação social (estratégica) são pura e simplesmente ignorados....estranho!
Assim é estranho que as dinâmicas sociais observáveis mostrem, aqui nos Açores, uma sociedade fechada e uma elite com um discurso dominante marcado mais pelo senso comum do que pelos desafios.
Por exemplo, na abordagem do desemprego hoje não é suficiente estudar o seu volume e a sua tendência . É muito mais relevante demonstrar onde, como e quando se prevê gerar novos empregos mais qualificados.
Ora, a qualificação nasce de, entre outros factores, do encontro das necessidades de gerar novas "competências" para realizar objectivos e a vontade dos vários actores sociais em concretizá-los através das "funcionalidades" organizacionais e de meios económicos e financeiros.
Ignorando o óbvio o Estado e a Administração Regional parecem apenas querer manter num nível artificial os níveis de emprego sem se preocuparem com os custos para toda a sociedade da ausência de capacidade em gerar novos empregos.
O mais dramático é que hoje estes temas que deveriam ser abordados, aqui nos Açores, em sede de concertação social (estratégica) são pura e simplesmente ignorados....estranho!
terça-feira, novembro 22, 2005
Uma questão lógica
Os Congressos partidários podem ser dramáticos, celebrativos ou inócuos. Na trajectória de uma organização um Congresso nunca pode ser um ritual de auto congratulação ou auto-comiseração. Por isso, passado o Congresso do PS dos Açores cujas notícias pareciam provir de agência noticiosa para uso geral, vem aí o Congresso do PSD.
O povo açoriano precisa menos de comentários sobre a gestão dos jogos políticos e mais sobre alternativas de ideais e projectos. Na ausência de debate político urge abrir o debate ...chega! Basta de sentirmos cada dia que passa o estiolar do são debate democrático. Simulacros e máscaras apenas disfarçam medos mas não resolvem a questão.
Os actores deste jogo, na sociedade civil e nos partidos, devem reflectir a autonomia política começa em saber assumir sem ambiguidade um projecto, um destino e uma vontade.
Está na hora da verdade, do espírito de serviço e da firmeza nas convicções...O debate ultrapassa a simples opção da liderança. Este encontra-se no assumir da história e no projectar o futuro. Para tal é necessário organizar o presente e assumir opções de alternativa cxonscientes que estamos na oposição ao actual projecto político dominante na governação regional. Temos que preparar o futuro. Deixemos de discutir pessoas...passados etc....
A minha opção para o próximo Congresso do PSD está tomada. Apoio quem manifestou vontade de liderar !
O povo açoriano precisa menos de comentários sobre a gestão dos jogos políticos e mais sobre alternativas de ideais e projectos. Na ausência de debate político urge abrir o debate ...chega! Basta de sentirmos cada dia que passa o estiolar do são debate democrático. Simulacros e máscaras apenas disfarçam medos mas não resolvem a questão.
Os actores deste jogo, na sociedade civil e nos partidos, devem reflectir a autonomia política começa em saber assumir sem ambiguidade um projecto, um destino e uma vontade.
Está na hora da verdade, do espírito de serviço e da firmeza nas convicções...O debate ultrapassa a simples opção da liderança. Este encontra-se no assumir da história e no projectar o futuro. Para tal é necessário organizar o presente e assumir opções de alternativa cxonscientes que estamos na oposição ao actual projecto político dominante na governação regional. Temos que preparar o futuro. Deixemos de discutir pessoas...passados etc....
A minha opção para o próximo Congresso do PSD está tomada. Apoio quem manifestou vontade de liderar !
segunda-feira, outubro 10, 2005
Poder Local
As eleições autárquicas, como todas as eleições democráticas, mostram que, apesar de todos os paradoxos e lógicas de decisão colectiva, as lideranças legitimam-se de e pela a acção política ; o que permite o "juizo" dos eleitores. Fazer de conta que a "realidade" é "produzida" sem expressividade, sem intencionalidade e sem a personalidade dos actores é uma "ficção" que, a bem do desenvolvimento, deve ser reduzida na consciência dos actores políticos e da tecno-burocracia.
O desenvolvimento local é crucial para o desenvolvimento regional e a cooperação entre o poder regional e o local é mais fácil entre personalidades fortes e legitimidadas. Por isso, não vale a pena ....divagar. Os cidadãos esperam respostas concretas. As habilidades politico-discursivas, mostram cada vez mais a sua vacuidade!
segunda-feira, setembro 26, 2005
Re-início
| O tempo voa! Verifico agora que as férias terminaram e o meu blog aparece abandonado. Urge recomeçar neste período de eleições autarquicas. Socio (quê?) interroga a estratégia política que se traduz em discursos de ataque. Parece que, e sobretudo aqui em Ponta Delgada, algumas candidaturas resolveram questionar o sentido das coisas questionando as pessoas. A fulanização marca tristemente a ausência de projectos. Uma Cãmara Municipal não é uma extensão do Governo....felizmente!!! |
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