Divagações socio(lógicas)!!!
segunda-feira, maio 08, 2006
(in) Competências
Está na moda falar de "competências" sobretudo quando se trata da famosa Declaração de Bolonha e da revisão curricular do ensino superior . Triste (in) que a competência substitui, complementa e articula skills, em sistemas de objectivos integrados gerais e específicos...(consegui escrever !!!). O "eduquês", de que fala o nosso antigo colega da Universidade dos Açores Nuno Crato, pode não ser bem recebido pela "classe" que promove o ensinar, mas...(fatal adversativa) parece que "discurso à parte" os velhos "saber-fazer" estão de volta: excelente!, poderemos voltar a "saber-pensar"...
terça-feira, março 07, 2006
Um tempo estranho
A estranheza provem muitas vezes da ignorância, da surpresa, ou da sensação de um tempo fora de tempo.
Assim é estranho que as dinâmicas sociais observáveis mostrem, aqui nos Açores, uma sociedade fechada e uma elite com um discurso dominante marcado mais pelo senso comum do que pelos desafios.
Por exemplo, na abordagem do desemprego hoje não é suficiente estudar o seu volume e a sua tendência . É muito mais relevante demonstrar onde, como e quando se prevê gerar novos empregos mais qualificados.
Ora, a qualificação nasce de, entre outros factores, do encontro das necessidades de gerar novas "competências" para realizar objectivos e a vontade dos vários actores sociais em concretizá-los através das "funcionalidades" organizacionais e de meios económicos e financeiros.
Ignorando o óbvio o Estado e a Administração Regional parecem apenas querer manter num nível artificial os níveis de emprego sem se preocuparem com os custos para toda a sociedade da ausência de capacidade em gerar novos empregos.
O mais dramático é que hoje estes temas que deveriam ser abordados, aqui nos Açores, em sede de concertação social (estratégica) são pura e simplesmente ignorados....estranho!
Assim é estranho que as dinâmicas sociais observáveis mostrem, aqui nos Açores, uma sociedade fechada e uma elite com um discurso dominante marcado mais pelo senso comum do que pelos desafios.
Por exemplo, na abordagem do desemprego hoje não é suficiente estudar o seu volume e a sua tendência . É muito mais relevante demonstrar onde, como e quando se prevê gerar novos empregos mais qualificados.
Ora, a qualificação nasce de, entre outros factores, do encontro das necessidades de gerar novas "competências" para realizar objectivos e a vontade dos vários actores sociais em concretizá-los através das "funcionalidades" organizacionais e de meios económicos e financeiros.
Ignorando o óbvio o Estado e a Administração Regional parecem apenas querer manter num nível artificial os níveis de emprego sem se preocuparem com os custos para toda a sociedade da ausência de capacidade em gerar novos empregos.
O mais dramático é que hoje estes temas que deveriam ser abordados, aqui nos Açores, em sede de concertação social (estratégica) são pura e simplesmente ignorados....estranho!
terça-feira, novembro 22, 2005
Uma questão lógica
Os Congressos partidários podem ser dramáticos, celebrativos ou inócuos. Na trajectória de uma organização um Congresso nunca pode ser um ritual de auto congratulação ou auto-comiseração. Por isso, passado o Congresso do PS dos Açores cujas notícias pareciam provir de agência noticiosa para uso geral, vem aí o Congresso do PSD.
O povo açoriano precisa menos de comentários sobre a gestão dos jogos políticos e mais sobre alternativas de ideais e projectos. Na ausência de debate político urge abrir o debate ...chega! Basta de sentirmos cada dia que passa o estiolar do são debate democrático. Simulacros e máscaras apenas disfarçam medos mas não resolvem a questão.
Os actores deste jogo, na sociedade civil e nos partidos, devem reflectir a autonomia política começa em saber assumir sem ambiguidade um projecto, um destino e uma vontade.
Está na hora da verdade, do espírito de serviço e da firmeza nas convicções...O debate ultrapassa a simples opção da liderança. Este encontra-se no assumir da história e no projectar o futuro. Para tal é necessário organizar o presente e assumir opções de alternativa cxonscientes que estamos na oposição ao actual projecto político dominante na governação regional. Temos que preparar o futuro. Deixemos de discutir pessoas...passados etc....
A minha opção para o próximo Congresso do PSD está tomada. Apoio quem manifestou vontade de liderar !
O povo açoriano precisa menos de comentários sobre a gestão dos jogos políticos e mais sobre alternativas de ideais e projectos. Na ausência de debate político urge abrir o debate ...chega! Basta de sentirmos cada dia que passa o estiolar do são debate democrático. Simulacros e máscaras apenas disfarçam medos mas não resolvem a questão.
Os actores deste jogo, na sociedade civil e nos partidos, devem reflectir a autonomia política começa em saber assumir sem ambiguidade um projecto, um destino e uma vontade.
Está na hora da verdade, do espírito de serviço e da firmeza nas convicções...O debate ultrapassa a simples opção da liderança. Este encontra-se no assumir da história e no projectar o futuro. Para tal é necessário organizar o presente e assumir opções de alternativa cxonscientes que estamos na oposição ao actual projecto político dominante na governação regional. Temos que preparar o futuro. Deixemos de discutir pessoas...passados etc....
A minha opção para o próximo Congresso do PSD está tomada. Apoio quem manifestou vontade de liderar !
segunda-feira, outubro 10, 2005
Poder Local
As eleições autárquicas, como todas as eleições democráticas, mostram que, apesar de todos os paradoxos e lógicas de decisão colectiva, as lideranças legitimam-se de e pela a acção política ; o que permite o "juizo" dos eleitores. Fazer de conta que a "realidade" é "produzida" sem expressividade, sem intencionalidade e sem a personalidade dos actores é uma "ficção" que, a bem do desenvolvimento, deve ser reduzida na consciência dos actores políticos e da tecno-burocracia.
O desenvolvimento local é crucial para o desenvolvimento regional e a cooperação entre o poder regional e o local é mais fácil entre personalidades fortes e legitimidadas. Por isso, não vale a pena ....divagar. Os cidadãos esperam respostas concretas. As habilidades politico-discursivas, mostram cada vez mais a sua vacuidade!
segunda-feira, setembro 26, 2005
Re-início
| O tempo voa! Verifico agora que as férias terminaram e o meu blog aparece abandonado. Urge recomeçar neste período de eleições autarquicas. Socio (quê?) interroga a estratégia política que se traduz em discursos de ataque. Parece que, e sobretudo aqui em Ponta Delgada, algumas candidaturas resolveram questionar o sentido das coisas questionando as pessoas. A fulanização marca tristemente a ausência de projectos. Uma Cãmara Municipal não é uma extensão do Governo....felizmente!!! |
quarta-feira, junho 01, 2005
O senhor monstro
O monstro-o défice-revela o pior que existe na política: faltar aos compromissos para respeitar um pretenso dever para com o orçamento.
O Governo Central entrou sem diálogo nem reflexão numa virtigem de medidas contra tudo e todos a propósito de uma construção económica (previsão de défice) que visa objectivos sociais e políticos declarados: reformar o Estado contra os funcionários e a favor de interesses manifestos na sociedade portuguesa que almejam a expansão dos negócios nas margens públicas da administração. Esperemos que os arquitectos de tais medidas, no profundo desconhecimento dos equilibrios e das dinâmicas sociológicas deste país, não venham dentro em breve reconhecer que o defice orçamental em Portugal pode transformar-se numa dramática questão social onde os défices reais e objectivos são de outra natureza.
Nesse dia, talvez do Japão, o Presidente pedirá paciência ao Governo para entender o povo.
O Governo Central entrou sem diálogo nem reflexão numa virtigem de medidas contra tudo e todos a propósito de uma construção económica (previsão de défice) que visa objectivos sociais e políticos declarados: reformar o Estado contra os funcionários e a favor de interesses manifestos na sociedade portuguesa que almejam a expansão dos negócios nas margens públicas da administração. Esperemos que os arquitectos de tais medidas, no profundo desconhecimento dos equilibrios e das dinâmicas sociológicas deste país, não venham dentro em breve reconhecer que o defice orçamental em Portugal pode transformar-se numa dramática questão social onde os défices reais e objectivos são de outra natureza.
Nesse dia, talvez do Japão, o Presidente pedirá paciência ao Governo para entender o povo.
terça-feira, março 08, 2005
A proporção açórica
O tempo da revisão do sistema eleitoral está a aproximar-se do fim. As propostas do PS e de alguns pequenos partidos apontam para a "manutenção" dos círculos de ilha (mais um de compensação para recuperar votos "perdidos").
O bom senso mostra que não se pode resolver o problema da proporcionalidade e da pluralidade sem eliminar os círculos de ilha. Tal não parece nem aceitável nem desejável por grande parte dos agentes políticos.O que remete o debate, no contexto da última revisão constitucional, para uma operação de "correcção" do modelo actual.
Com efeito, mantendo a apresentação de listas por ilha, a existência de uma só câmara de deputados, e o modelo de apuramento pelo método de Hondt, a única "saída" está em "criar" mais um "círculo eleitoral sem ilha"ou mudar o sistema de apuramento para garantir a representação das forças políticas em detrimento do espaço ilha .
Na minha modesta opinião esta alteração não vai resolver a questão, para mim fundamental, da relação eleito/eleitor sobretudo nas ilhas grandes, onde o défice de visibilidade e de responsabilização dos eleitos em relação ao eleitores parecem ser maiores. Mais: arriscamo-nos a maior opacidade com agravante de haver, segundo estas propostas, mais deputados!
Talvez a solução fosse inovar e ir mais ao encontro do modelo do Professor Jorge Miranda e/ou do modelo do Professor Carlos Amaral, porém duvido que a nossa cultura política, hoje, aceite um modelo muito diferente do actual.
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