Divagações socio(lógicas)!!!
quinta-feira, janeiro 15, 2015
Retoma
Há alguns anos decidi abandonar o blogue.Agora retomo esta atividade de partilha. um abraço a todos que tentaram novidades neste blogue moribundo...Votos de um excelente 2015
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Apontamentos
1. A política de "sarjeta" que refere Bagão Felix em resposta a Santos Silva está mesmo para ficar. Os "não-acontecimentos" estão cada mais a substituir o "verdadeiro" debate político. E a reacção a um "não-acontecimento" alimenta um "circo" que permite "realçar" protagonistas num palco que de outra forma estaria vazio.
2. A propósito de palco. Quando virão os "sinais" do tipo "Guterres baixa as tarifas aéreas!!!!" e outras "promessas" que reforçam "os laços" de um "modelo" relacional "amiguista". Uma trapalhada que se assume através "auto convencimento" de que a "cunha" ainda resolve problemas por natureza "pessoais". Ou isto será que é só fita!!!
3. O aumento do custo de vida e a "eficiência fiscal" estão a destruir uma classe média que se não acordar ficará mergulhada na mediocridade de pequenas satisfações de um tempo de oportunidades falhadas.
2. A propósito de palco. Quando virão os "sinais" do tipo "Guterres baixa as tarifas aéreas!!!!" e outras "promessas" que reforçam "os laços" de um "modelo" relacional "amiguista". Uma trapalhada que se assume através "auto convencimento" de que a "cunha" ainda resolve problemas por natureza "pessoais". Ou isto será que é só fita!!!
3. O aumento do custo de vida e a "eficiência fiscal" estão a destruir uma classe média que se não acordar ficará mergulhada na mediocridade de pequenas satisfações de um tempo de oportunidades falhadas.
sábado, outubro 06, 2007
A conversão
A progressiva conversão dos Partidos Socialistas à "condição liberal" esteve em debate ontem com Lionel Jospin na TV5 . Jospin uma das "raposas" do socialismo francês escreveu um livro: " O impasse", onde analisa as causa da derrota presidencial de Segolen Royal. Um bom livro para Sócrates que ainda está a "gozar" as contradições da 3ª Via e a impôr ao povo português as receitas de um campo que já deu uvas. A "direitização" dos PS não é por isso portadora de futuro mas de confusão... É urgente clarificar!
quinta-feira, junho 07, 2007
Reformar a Universidade (I)
O ensino universitário encontra-se numa encruzilhada. Sem diagnóstico ou ainda pior sem avaliação pretende-se alterar todo um sistema. Infelizmente o que fica em causa é bem maior do que aquilo que se pretende melhorar. Uma reforma não pode ser apenas um rol de intenções. Tal como o financiamento do ensino superior ,designadamente nas Regiões Autónomas, não pode apenas obedecer a critérios económicos de duvidosa racionalidade.Temos que ficar alerta e aguardar, entre outras, pelas negociações que decorrem tanto no que respeita ao novo enquadramento legal das Universidades como no que concerne ao Estatuto da Carreira Docente Universitária.
quarta-feira, março 14, 2007
Da Republica
A participação política é um jogo. Os jogos revelam teias. As teias revelam poderes.
Hoje na RTPA assiste-se a mais um parlamento jovem.
Podia alguém mais do que um Deputado à Assembleia da República ensinar os processos democráticos na Assembleia Regional.
Sim? e Não!
Porque no final... quem é que faz a pedagogia da Autonomia Regional é a República....
Ao que chegamos por obra e graça da demissão de todos nós!!!
Hoje na RTPA assiste-se a mais um parlamento jovem.
Podia alguém mais do que um Deputado à Assembleia da República ensinar os processos democráticos na Assembleia Regional.
Sim? e Não!
Porque no final... quem é que faz a pedagogia da Autonomia Regional é a República....
Ao que chegamos por obra e graça da demissão de todos nós!!!
domingo, dezembro 31, 2006
Fim de Ano; Novo começo
As portas do tempo têm esta caracteristica: fecham-se por um lado e abrem-se por outro.
A realidade temporal desenrola-se num continuum mas as sociedades sempre sentiram a necessidade de criar, na circularidade de um tempo construído, um refúgio à linearidade prometáica de um civilização em busca de futuro. Assim, marca-se o tempo e recusa-se a sua consequência: o envelhecer.
Gasta-se tempo, vende-se tempo sem o dominar, mostra-se que se sabe lidar com o tempo para depois o desprezar; e trabalha-se sem tempo...
Neste final de Ano com votos de prosperidade para todos marcamos aqui esta pausa...
domingo, dezembro 03, 2006
Os tempos são outros
A realidade da vida mostra que outros são os tempos de agora.As consciências calam-se no marasmo triste da ausência. Conta a anedota que a vaca e o burro migram do presépio e o Natal chega mesmo assim;Lembra que o poeta já disse que o Natal é sempre que o Homem quizer: a ver vamos...talvez lancem agora um imposto sobre a Festa!
quinta-feira, novembro 09, 2006
As razões de Estado!!!
O tempo irá dar razão a quem hoje clama por maior informação e maior clareza nas relações sócio políticas e que na Região se faça mais do que construir uma "sociedade de côrte" e de "corte".
Se o Estatuto da Região Autónoma é um "desconhecido" para a população em geral como é que se pode mostrar a falácia de montantes financeiros (a mais) quando a questão fundamental é a de saber em que modelo constitucional estes montantes se enquadram e se não se está a corromper a natureza da Autonomia política constitucional.
Será que o arbítrio volta a ser a "razão"??? de Estado!!!
Ou então quem (hoje no poder) viu na Autonomia de ontem um inimigo de "classe" a sente hoje perfeitamente dispensável na construção de um poder regional que começa a ter os contornos do caciquismo de outrora?
Se o Estatuto da Região Autónoma é um "desconhecido" para a população em geral como é que se pode mostrar a falácia de montantes financeiros (a mais) quando a questão fundamental é a de saber em que modelo constitucional estes montantes se enquadram e se não se está a corromper a natureza da Autonomia política constitucional.
Será que o arbítrio volta a ser a "razão"??? de Estado!!!
Ou então quem (hoje no poder) viu na Autonomia de ontem um inimigo de "classe" a sente hoje perfeitamente dispensável na construção de um poder regional que começa a ter os contornos do caciquismo de outrora?
domingo, outubro 29, 2006
Agnosticismo social
Assiste-se, com maior frequência, à construção discursiva da realidade assente em postulados politicamente "correctos".
A correcção, não se encontra na verdade ou na convicção pessoal ou de grupo mas apenas da necessidade de evitar o incómodo de questionar própria natureza da acção colectiva e dos seus efeitos contra-intuitivos (cf Raymond Boudon).
Claramente o excesso de encenação colectiva manifesta-se em questões ético ou morais como é a do aborto mas também em diversas ausências estratégicas e apelos a "bodes espiatórios" para justificar o injustificável.
A esquerda no poder retoma as linhas rectas da arquitectura despojada deste início de século XXI como princípios para cobrir a ausência de espaços colectivos relembrando a natureza da própria da ignorância.
Os leigos das cidadanias discursivas sentem o peso desta Igreja racional mas também não conseguem exprimir por palavras o sentir de uma sociedade que de novo procura os "culpados" para o que teria de ter já realizado colectivamente: o desenvolvimento cultural, o que é muito diferente de proporcionar a "públicos" espectáculos ainda que de "qualidade" celebrada.
De facto, ,reunidos no efémero do ocasional, os "públicos" fragmentam a consciência colectiva na anestesia do conforto mútuo da celebração: aliás, festividade, reforçada na acção em função de...(reificação da intencionalidade).
Aceitando os princípios da construção social da "realidade", quanto tempo resistirá a inteligência à "ausência" de debate Será que está a aceitar a nova ideologia dominante um relativismo intencionalmente ignorante: o agnosticismo social ?
segunda-feira, setembro 18, 2006
Em busca de uma coerência
A democracia vive de opções claras, de decisões oportunas mas sobretudo de uma capacidade de resistir à adversidade para que todos possam afirmar, sem dúvidas, a natureza dos seus projectos colectivos.
Os valores em democracia podem por vezes ser controversos. Todavia, a luta por uma sociedade mais livre, mais autónoma e mais responsável gera a sempre fecunda capacidade de ultrapassar o medíocre sentimento de apodrecimento consensual ou de a inconsequência dos falhanços: a perigosa deriva que por vezes adopta o poder sem limites.
Sente-se por isso nos Açores a necessidade de uma verdadeira real e objectiva alternativa de poder.É necessário que as maiorias absolutas eleitorais não se transformem em absolutas minorias mandantes.
Os valores em democracia podem por vezes ser controversos. Todavia, a luta por uma sociedade mais livre, mais autónoma e mais responsável gera a sempre fecunda capacidade de ultrapassar o medíocre sentimento de apodrecimento consensual ou de a inconsequência dos falhanços: a perigosa deriva que por vezes adopta o poder sem limites.
Sente-se por isso nos Açores a necessidade de uma verdadeira real e objectiva alternativa de poder.É necessário que as maiorias absolutas eleitorais não se transformem em absolutas minorias mandantes.
terça-feira, maio 16, 2006
A acção lógica e a liberdade
A reflexão sobre o peso dos média na vida política. A publicação de livros como o de Carrilho motivado pela sua campanha à Câmara de Lisboa.A "tirania" dos processos de intenção sempre equacionados e re-equacionados pelos diferentes agentes da acção e do comentário, evidencia pela sua recorrência, uma estrutura comportamental típica do modelo cultural e de conhecimento e do "jogo" político à portuguesa. Mário Mesquita,hoje, no Correio dos Açores escreve um texto notável. Do "erro" à "causa"; da acção lógica à sua reflexidade existe um imenso "espaço" de incerteza que cresce nos modelos comunicacionais da política;Este espaço também se chama liberdade.
segunda-feira, maio 08, 2006
(in) Competências
Está na moda falar de "competências" sobretudo quando se trata da famosa Declaração de Bolonha e da revisão curricular do ensino superior . Triste (in) que a competência substitui, complementa e articula skills, em sistemas de objectivos integrados gerais e específicos...(consegui escrever !!!). O "eduquês", de que fala o nosso antigo colega da Universidade dos Açores Nuno Crato, pode não ser bem recebido pela "classe" que promove o ensinar, mas...(fatal adversativa) parece que "discurso à parte" os velhos "saber-fazer" estão de volta: excelente!, poderemos voltar a "saber-pensar"...
terça-feira, março 07, 2006
Um tempo estranho
A estranheza provem muitas vezes da ignorância, da surpresa, ou da sensação de um tempo fora de tempo.
Assim é estranho que as dinâmicas sociais observáveis mostrem, aqui nos Açores, uma sociedade fechada e uma elite com um discurso dominante marcado mais pelo senso comum do que pelos desafios.
Por exemplo, na abordagem do desemprego hoje não é suficiente estudar o seu volume e a sua tendência . É muito mais relevante demonstrar onde, como e quando se prevê gerar novos empregos mais qualificados.
Ora, a qualificação nasce de, entre outros factores, do encontro das necessidades de gerar novas "competências" para realizar objectivos e a vontade dos vários actores sociais em concretizá-los através das "funcionalidades" organizacionais e de meios económicos e financeiros.
Ignorando o óbvio o Estado e a Administração Regional parecem apenas querer manter num nível artificial os níveis de emprego sem se preocuparem com os custos para toda a sociedade da ausência de capacidade em gerar novos empregos.
O mais dramático é que hoje estes temas que deveriam ser abordados, aqui nos Açores, em sede de concertação social (estratégica) são pura e simplesmente ignorados....estranho!
Assim é estranho que as dinâmicas sociais observáveis mostrem, aqui nos Açores, uma sociedade fechada e uma elite com um discurso dominante marcado mais pelo senso comum do que pelos desafios.
Por exemplo, na abordagem do desemprego hoje não é suficiente estudar o seu volume e a sua tendência . É muito mais relevante demonstrar onde, como e quando se prevê gerar novos empregos mais qualificados.
Ora, a qualificação nasce de, entre outros factores, do encontro das necessidades de gerar novas "competências" para realizar objectivos e a vontade dos vários actores sociais em concretizá-los através das "funcionalidades" organizacionais e de meios económicos e financeiros.
Ignorando o óbvio o Estado e a Administração Regional parecem apenas querer manter num nível artificial os níveis de emprego sem se preocuparem com os custos para toda a sociedade da ausência de capacidade em gerar novos empregos.
O mais dramático é que hoje estes temas que deveriam ser abordados, aqui nos Açores, em sede de concertação social (estratégica) são pura e simplesmente ignorados....estranho!
terça-feira, novembro 22, 2005
Uma questão lógica
Os Congressos partidários podem ser dramáticos, celebrativos ou inócuos. Na trajectória de uma organização um Congresso nunca pode ser um ritual de auto congratulação ou auto-comiseração. Por isso, passado o Congresso do PS dos Açores cujas notícias pareciam provir de agência noticiosa para uso geral, vem aí o Congresso do PSD.
O povo açoriano precisa menos de comentários sobre a gestão dos jogos políticos e mais sobre alternativas de ideais e projectos. Na ausência de debate político urge abrir o debate ...chega! Basta de sentirmos cada dia que passa o estiolar do são debate democrático. Simulacros e máscaras apenas disfarçam medos mas não resolvem a questão.
Os actores deste jogo, na sociedade civil e nos partidos, devem reflectir a autonomia política começa em saber assumir sem ambiguidade um projecto, um destino e uma vontade.
Está na hora da verdade, do espírito de serviço e da firmeza nas convicções...O debate ultrapassa a simples opção da liderança. Este encontra-se no assumir da história e no projectar o futuro. Para tal é necessário organizar o presente e assumir opções de alternativa cxonscientes que estamos na oposição ao actual projecto político dominante na governação regional. Temos que preparar o futuro. Deixemos de discutir pessoas...passados etc....
A minha opção para o próximo Congresso do PSD está tomada. Apoio quem manifestou vontade de liderar !
O povo açoriano precisa menos de comentários sobre a gestão dos jogos políticos e mais sobre alternativas de ideais e projectos. Na ausência de debate político urge abrir o debate ...chega! Basta de sentirmos cada dia que passa o estiolar do são debate democrático. Simulacros e máscaras apenas disfarçam medos mas não resolvem a questão.
Os actores deste jogo, na sociedade civil e nos partidos, devem reflectir a autonomia política começa em saber assumir sem ambiguidade um projecto, um destino e uma vontade.
Está na hora da verdade, do espírito de serviço e da firmeza nas convicções...O debate ultrapassa a simples opção da liderança. Este encontra-se no assumir da história e no projectar o futuro. Para tal é necessário organizar o presente e assumir opções de alternativa cxonscientes que estamos na oposição ao actual projecto político dominante na governação regional. Temos que preparar o futuro. Deixemos de discutir pessoas...passados etc....
A minha opção para o próximo Congresso do PSD está tomada. Apoio quem manifestou vontade de liderar !
segunda-feira, outubro 10, 2005
Poder Local
As eleições autárquicas, como todas as eleições democráticas, mostram que, apesar de todos os paradoxos e lógicas de decisão colectiva, as lideranças legitimam-se de e pela a acção política ; o que permite o "juizo" dos eleitores. Fazer de conta que a "realidade" é "produzida" sem expressividade, sem intencionalidade e sem a personalidade dos actores é uma "ficção" que, a bem do desenvolvimento, deve ser reduzida na consciência dos actores políticos e da tecno-burocracia.
O desenvolvimento local é crucial para o desenvolvimento regional e a cooperação entre o poder regional e o local é mais fácil entre personalidades fortes e legitimidadas. Por isso, não vale a pena ....divagar. Os cidadãos esperam respostas concretas. As habilidades politico-discursivas, mostram cada vez mais a sua vacuidade!
segunda-feira, setembro 26, 2005
Re-início
| O tempo voa! Verifico agora que as férias terminaram e o meu blog aparece abandonado. Urge recomeçar neste período de eleições autarquicas. Socio (quê?) interroga a estratégia política que se traduz em discursos de ataque. Parece que, e sobretudo aqui em Ponta Delgada, algumas candidaturas resolveram questionar o sentido das coisas questionando as pessoas. A fulanização marca tristemente a ausência de projectos. Uma Cãmara Municipal não é uma extensão do Governo....felizmente!!! |
quarta-feira, junho 01, 2005
O senhor monstro
O monstro-o défice-revela o pior que existe na política: faltar aos compromissos para respeitar um pretenso dever para com o orçamento.
O Governo Central entrou sem diálogo nem reflexão numa virtigem de medidas contra tudo e todos a propósito de uma construção económica (previsão de défice) que visa objectivos sociais e políticos declarados: reformar o Estado contra os funcionários e a favor de interesses manifestos na sociedade portuguesa que almejam a expansão dos negócios nas margens públicas da administração. Esperemos que os arquitectos de tais medidas, no profundo desconhecimento dos equilibrios e das dinâmicas sociológicas deste país, não venham dentro em breve reconhecer que o defice orçamental em Portugal pode transformar-se numa dramática questão social onde os défices reais e objectivos são de outra natureza.
Nesse dia, talvez do Japão, o Presidente pedirá paciência ao Governo para entender o povo.
O Governo Central entrou sem diálogo nem reflexão numa virtigem de medidas contra tudo e todos a propósito de uma construção económica (previsão de défice) que visa objectivos sociais e políticos declarados: reformar o Estado contra os funcionários e a favor de interesses manifestos na sociedade portuguesa que almejam a expansão dos negócios nas margens públicas da administração. Esperemos que os arquitectos de tais medidas, no profundo desconhecimento dos equilibrios e das dinâmicas sociológicas deste país, não venham dentro em breve reconhecer que o defice orçamental em Portugal pode transformar-se numa dramática questão social onde os défices reais e objectivos são de outra natureza.
Nesse dia, talvez do Japão, o Presidente pedirá paciência ao Governo para entender o povo.
terça-feira, março 08, 2005
A proporção açórica
O tempo da revisão do sistema eleitoral está a aproximar-se do fim. As propostas do PS e de alguns pequenos partidos apontam para a "manutenção" dos círculos de ilha (mais um de compensação para recuperar votos "perdidos").
O bom senso mostra que não se pode resolver o problema da proporcionalidade e da pluralidade sem eliminar os círculos de ilha. Tal não parece nem aceitável nem desejável por grande parte dos agentes políticos.O que remete o debate, no contexto da última revisão constitucional, para uma operação de "correcção" do modelo actual.
Com efeito, mantendo a apresentação de listas por ilha, a existência de uma só câmara de deputados, e o modelo de apuramento pelo método de Hondt, a única "saída" está em "criar" mais um "círculo eleitoral sem ilha"ou mudar o sistema de apuramento para garantir a representação das forças políticas em detrimento do espaço ilha .
Na minha modesta opinião esta alteração não vai resolver a questão, para mim fundamental, da relação eleito/eleitor sobretudo nas ilhas grandes, onde o défice de visibilidade e de responsabilização dos eleitos em relação ao eleitores parecem ser maiores. Mais: arriscamo-nos a maior opacidade com agravante de haver, segundo estas propostas, mais deputados!
Talvez a solução fosse inovar e ir mais ao encontro do modelo do Professor Jorge Miranda e/ou do modelo do Professor Carlos Amaral, porém duvido que a nossa cultura política, hoje, aceite um modelo muito diferente do actual.
sexta-feira, fevereiro 18, 2005
Campanhas,...e a comunicação?
As campanhas eleitorais começam a entrar numa perigosa rotina. As frases repetem-se mas os projectos políticos não se confundem, e porém,.....a comunicação está perigosamente dejá vu .
Não vi, na estratégia regional do PS, dinâmica ou força. Antes pelo contrário, escondem candidatos a deputados.
O PSD mostra a sua tradicional figura, o Dr Mota Amaral; uma referência nacional, num momento em que o país enfrenta uma real crise de liderança. Um político portador de esperança e de futuro.
Os restantes partidos aproveitam a oportunidade que o PR lhes deu para discursarem,....hélas!.E, a comunicação entre eleitos e eleitores? Sente-se que falta algo e que há qualquer coisa de errado! Urge questionar:
Será que os cidadãos deste país compreendem a linguagem do Compromisso Portugal ?
Será que os Açorianos compreendem os projectos do Eng.Sócrates?
Será?! Será?! Será?! que o PR teve consciência que o espaço político encolheu?
Socio (Quê)? interroga, e quem pergunta...?
Sei, que não ofendo,e continuo fiel às minhas convicções: a autonomia açoriana, a social-democracia e a necessidade do seu aprofundamento: a construção, nesta Região, de um verdadeiro Estado Regional .
Por isso, apenas digo: sigam as vossas convicções e não apenas modas ou conjunturas: votem!
Não vi, na estratégia regional do PS, dinâmica ou força. Antes pelo contrário, escondem candidatos a deputados.
O PSD mostra a sua tradicional figura, o Dr Mota Amaral; uma referência nacional, num momento em que o país enfrenta uma real crise de liderança. Um político portador de esperança e de futuro.
Os restantes partidos aproveitam a oportunidade que o PR lhes deu para discursarem,....hélas!.E, a comunicação entre eleitos e eleitores? Sente-se que falta algo e que há qualquer coisa de errado! Urge questionar:
Será que os cidadãos deste país compreendem a linguagem do Compromisso Portugal ?
Será que os Açorianos compreendem os projectos do Eng.Sócrates?
Será?! Será?! Será?! que o PR teve consciência que o espaço político encolheu?
Socio (Quê)? interroga, e quem pergunta...?
Sei, que não ofendo,e continuo fiel às minhas convicções: a autonomia açoriana, a social-democracia e a necessidade do seu aprofundamento: a construção, nesta Região, de um verdadeiro Estado Regional .
Por isso, apenas digo: sigam as vossas convicções e não apenas modas ou conjunturas: votem!
quinta-feira, fevereiro 03, 2005
Reflexividade
A sociologia articula especialmente as teorias da decisão e da acção individual e colectiva. Neste domínio assume particular destaque a racionalidade e a reflexividade dos actores assente numa matriz imanência/contingência e estruturação/acção com propriedades sistémicas.
Assim, na análise do sistema político regional não podemos ignorar a questão da reflexividade que só pode ser acrescida se tanto a Assembleia Legislativa Regional como a Assembleia da República instituirem mecanismos de controlo e de avaliação das medidas que assumem.
Avaliem Hospitais, Escolas, Universidades, ...e todo e qualquer tipo de organizações. Mas avaliem reflexivamente a actividade política com indicadores concretos. Deixemos de uma vez por toda o princípio do voto como benção e perdão popular por este tem a ver com a democracia e com a decisão colectiva e não com a necessidade de desculpar a gestão política.
Assim, na análise do sistema político regional não podemos ignorar a questão da reflexividade que só pode ser acrescida se tanto a Assembleia Legislativa Regional como a Assembleia da República instituirem mecanismos de controlo e de avaliação das medidas que assumem.
Avaliem Hospitais, Escolas, Universidades, ...e todo e qualquer tipo de organizações. Mas avaliem reflexivamente a actividade política com indicadores concretos. Deixemos de uma vez por toda o princípio do voto como benção e perdão popular por este tem a ver com a democracia e com a decisão colectiva e não com a necessidade de desculpar a gestão política.
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