Divagações socio(lógicas)!!!
sábado, outubro 06, 2007
A conversão
A progressiva conversão dos Partidos Socialistas à "condição liberal" esteve em debate ontem com Lionel Jospin na TV5 . Jospin uma das "raposas" do socialismo francês escreveu um livro: " O impasse", onde analisa as causa da derrota presidencial de Segolen Royal. Um bom livro para Sócrates que ainda está a "gozar" as contradições da 3ª Via e a impôr ao povo português as receitas de um campo que já deu uvas. A "direitização" dos PS não é por isso portadora de futuro mas de confusão... É urgente clarificar!
quinta-feira, junho 07, 2007
Reformar a Universidade (I)
O ensino universitário encontra-se numa encruzilhada. Sem diagnóstico ou ainda pior sem avaliação pretende-se alterar todo um sistema. Infelizmente o que fica em causa é bem maior do que aquilo que se pretende melhorar. Uma reforma não pode ser apenas um rol de intenções. Tal como o financiamento do ensino superior ,designadamente nas Regiões Autónomas, não pode apenas obedecer a critérios económicos de duvidosa racionalidade.Temos que ficar alerta e aguardar, entre outras, pelas negociações que decorrem tanto no que respeita ao novo enquadramento legal das Universidades como no que concerne ao Estatuto da Carreira Docente Universitária.
quarta-feira, março 14, 2007
Da Republica
A participação política é um jogo. Os jogos revelam teias. As teias revelam poderes.
Hoje na RTPA assiste-se a mais um parlamento jovem.
Podia alguém mais do que um Deputado à Assembleia da República ensinar os processos democráticos na Assembleia Regional.
Sim? e Não!
Porque no final... quem é que faz a pedagogia da Autonomia Regional é a República....
Ao que chegamos por obra e graça da demissão de todos nós!!!
Hoje na RTPA assiste-se a mais um parlamento jovem.
Podia alguém mais do que um Deputado à Assembleia da República ensinar os processos democráticos na Assembleia Regional.
Sim? e Não!
Porque no final... quem é que faz a pedagogia da Autonomia Regional é a República....
Ao que chegamos por obra e graça da demissão de todos nós!!!
domingo, dezembro 31, 2006
Fim de Ano; Novo começo
As portas do tempo têm esta caracteristica: fecham-se por um lado e abrem-se por outro.
A realidade temporal desenrola-se num continuum mas as sociedades sempre sentiram a necessidade de criar, na circularidade de um tempo construído, um refúgio à linearidade prometáica de um civilização em busca de futuro. Assim, marca-se o tempo e recusa-se a sua consequência: o envelhecer.
Gasta-se tempo, vende-se tempo sem o dominar, mostra-se que se sabe lidar com o tempo para depois o desprezar; e trabalha-se sem tempo...
Neste final de Ano com votos de prosperidade para todos marcamos aqui esta pausa...
domingo, dezembro 03, 2006
Os tempos são outros
A realidade da vida mostra que outros são os tempos de agora.As consciências calam-se no marasmo triste da ausência. Conta a anedota que a vaca e o burro migram do presépio e o Natal chega mesmo assim;Lembra que o poeta já disse que o Natal é sempre que o Homem quizer: a ver vamos...talvez lancem agora um imposto sobre a Festa!
quinta-feira, novembro 09, 2006
As razões de Estado!!!
O tempo irá dar razão a quem hoje clama por maior informação e maior clareza nas relações sócio políticas e que na Região se faça mais do que construir uma "sociedade de côrte" e de "corte".
Se o Estatuto da Região Autónoma é um "desconhecido" para a população em geral como é que se pode mostrar a falácia de montantes financeiros (a mais) quando a questão fundamental é a de saber em que modelo constitucional estes montantes se enquadram e se não se está a corromper a natureza da Autonomia política constitucional.
Será que o arbítrio volta a ser a "razão"??? de Estado!!!
Ou então quem (hoje no poder) viu na Autonomia de ontem um inimigo de "classe" a sente hoje perfeitamente dispensável na construção de um poder regional que começa a ter os contornos do caciquismo de outrora?
Se o Estatuto da Região Autónoma é um "desconhecido" para a população em geral como é que se pode mostrar a falácia de montantes financeiros (a mais) quando a questão fundamental é a de saber em que modelo constitucional estes montantes se enquadram e se não se está a corromper a natureza da Autonomia política constitucional.
Será que o arbítrio volta a ser a "razão"??? de Estado!!!
Ou então quem (hoje no poder) viu na Autonomia de ontem um inimigo de "classe" a sente hoje perfeitamente dispensável na construção de um poder regional que começa a ter os contornos do caciquismo de outrora?
domingo, outubro 29, 2006
Agnosticismo social
Assiste-se, com maior frequência, à construção discursiva da realidade assente em postulados politicamente "correctos".
A correcção, não se encontra na verdade ou na convicção pessoal ou de grupo mas apenas da necessidade de evitar o incómodo de questionar própria natureza da acção colectiva e dos seus efeitos contra-intuitivos (cf Raymond Boudon).
Claramente o excesso de encenação colectiva manifesta-se em questões ético ou morais como é a do aborto mas também em diversas ausências estratégicas e apelos a "bodes espiatórios" para justificar o injustificável.
A esquerda no poder retoma as linhas rectas da arquitectura despojada deste início de século XXI como princípios para cobrir a ausência de espaços colectivos relembrando a natureza da própria da ignorância.
Os leigos das cidadanias discursivas sentem o peso desta Igreja racional mas também não conseguem exprimir por palavras o sentir de uma sociedade que de novo procura os "culpados" para o que teria de ter já realizado colectivamente: o desenvolvimento cultural, o que é muito diferente de proporcionar a "públicos" espectáculos ainda que de "qualidade" celebrada.
De facto, ,reunidos no efémero do ocasional, os "públicos" fragmentam a consciência colectiva na anestesia do conforto mútuo da celebração: aliás, festividade, reforçada na acção em função de...(reificação da intencionalidade).
Aceitando os princípios da construção social da "realidade", quanto tempo resistirá a inteligência à "ausência" de debate Será que está a aceitar a nova ideologia dominante um relativismo intencionalmente ignorante: o agnosticismo social ?
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